Sandra Lodetti (Criciúma/SC)

Entrevista em 22/01/2020

- Sua obra INTEMPESTIVIDADE foi publicada por; como se deu a ideia de publicá-lo?

É o meu sétimo livro publicado, é minha publicação de estreia como romancista.Porém, a obra  é, na verdade, o primeiro livro que escrevi, comecei a escrevê-lo em 2010, e por alguns anos ele ficou engavetado, de quando em vez eu trabalhava um pouco nele, enquanto isso comecei a divulgar meus escritos, com livros de poemas.

 Meu primeiro livro publicado foi uma produção independente 'Vestidada de Mim Mesma"- Em Verso e Prosa,  lançado em 2015. De modo geral o mote das minhas produções literárias, é a filosofia na vida prática.

 

- Qual o objetivo de sua obra e sua importância para o universo literário ou para o assunto que aborda?

Quando produzo as minhas obras, não o faço tendo em vista algum objetivo, senão, pelo prazer de escrever, de expressar meus sentimentos, registrar, minhas impressões sobre o mundo.

Já dizia Virgínia Woolf: Escrever é que é o verdadeiro prazer; ser lido é um prazer superficial.”

Há em mim o desejo de expressar o meu pensar, para eu mesma, e, quiçá ,alguém  eventualmente venha a ler,  sentir-se tocado por minhas palavras, que na verdade não são minhas. As palavras são de propriedade Universal, o que nós os escritores fazemos é organizá-las de modo que  possam comunicar a nossa visão de mundo.  

 

- Como é ser escritor hoje em dia? 

Não muito agradável sob o ponto de vista da falta de apoio, tanto dos orgãos públicos quanto  da sociedade em geral. A leitura é a base para todas as outras formas de expressão, e o gosto pela leitura passa pela experiência das vivências literária. Tanto em verso quanto em prosa, a

leitura  transcende a existência do humano e amplia suas possibilidades de ação sobre si mesmo e sobre a sociedade. Porém ainda não existe essa conciência, de modo que a literatura não recebe o devido  valor. Penso que desde sempre foi difícil ser escritor  e não seria diferente nos dias de hoje.

 

- Como sua experiência de vida lhe influencia na escrita? Quais são suas inspirações?

Em tudo. Penso eu que não poderia escrever o que escrevo, nem conjecturar sobre coisas, situações e experiências que não tenha vivenciado. É fato que o escritor transforma em poema e prosa  sua impressões sobre o mundo. Tendo como mote suas próprias experiências. E aqui inclui-se tanto de suas vivencias pessoais, quanto de suas observações e, como não poderia deixar de ser, de suas leituras, visto que é verdadeira  a premissa de que para escrever é imprescindível ler.

 

- A família e os amigos lhe apoiam nesta empreitada? Qual fator determinante do apoio ou não deles?

 No geral, exceto meus filhos, não recebo apoio da família consanguínea. E tão pouco dos amigos. Exceto  um ou outro , mais próximo, que gentilmente adquire um exemplar. Mas creio que isso acontece com grande parte dos escritores. Mas sempre que recebemos algum tipo de apoio, seja de quem for , repercute em nosso ânimo,  porém não se pode esperar nada, a não ser de você mesmo, e o que vier  será bem vindo. No mais acabamos seguindo por conta própria, cada qual tem seus motivos para seguir adiante.

 

- Como você enxerga a questão da leitura e do consumo de livros hoje no Brasil?

A leitura é fator importantíssimo para o desenvolvimento social e pessoal, aspectos inerente à condição humana, é isso que nos distingue das outras espécies, a nossa capacidade de apreender o mundo e de agir sobre ele. Assim , a literatura está não só para trazer á constatação da realidade, mas também para provocar, inquietação, questionamento e reflexão ao processo de significação e resinificação do mundo e do humano. Penso que o que vemos acontecendo no Brasil atualmente, na prática,  é a constatação de que o povo brasileiro não lê

 

- Você pretende seguir publicando mais livros? E quais assuntos que gostaria de abordar futuramente?

Sim, pretendo continuar escrevendo, e isso eu sei que irei fazer, pois depende apenas de mim,  quanto a publicar mais livros, não tenho como saber.

Quanto aos assuntos, também não teria como responder, visto que, o ato de escrever que é, como já o disse  Mario de Andrade'...quase sempre esta necessidade tão humana de aproximar a mão que escreve dos olhos de quem lê.', e sendo assim o escritor entrega-se a essa vontade,. No que diz respeito  aos 'assuntos', penso que chegarão até mim. Cada coisa tem sua hora.

 

- Como você espera que os leitores interpretem sua obra?

Cada livro é para mim como desafio e vejo em cada um deles o meu próprio crescimento, como pessoa e como escritora, todos fazem parte da minha aprendizagem e tem seu papel no processo da minha construção,.

Que o leitor possa ver minhas obras, como um instrumento de pensar a experiência lírica, pois não se pode dissociar a lírica da sociedade nem da possibilidade de reflexão e de ação sobre a realidade, onde é preciso trabalhar para que haja respeito, disposição para ouvir os argumentos alheios, alguma paciência e quiçá um pouco de empatia.A interpretação cabe à subjetividade do leitor.

 

- Como foi a sua experiência em publicar com Editora Becalete?

Tem sido pra mim um aprendizado e uma experiência gratificante, pois sinto-me acolhida e respeitada pelo Editor e toda a sua equipe. Dos sete livros que tenho publicados, cinco, foram publicados pela Editora Becalete. Sou grata pelo empenho e dedicação em prol da literatura e do bem estar do escritor. Especialmente quando somos escritores independentes e sem experiência em publicação.Espero que possamos ainda realizam muitos projetos juntos.

- Deixe aqui um convite de leitura ao seu leitor, falando um pouco de você e sua obra se preferir.

O que posso dizer sobre algo que é tão particular e individual,  mas posso lhes garantir a partir da minha experiência como leitora, que as pessoas podem de fato ser mais humanas quando caminham pelo mundo da literatura. O que posso esperar do leitor é sua generosidade e disponibilidade para ler meus escritos, para quem gosta de ser provocado pelo texto, meus livros, creio, são uma boa opção.

Já o disse William Falkner: “O que a literatura faz é o mesmo que acender um fósforo no campo no meio da noite. Um fósforo não ilumina quase nada, mas nos permite ver quanta escuridão existe ao redor.”

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