Rubens Muniz Júnior

(Santos/SP)

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Sua obra "Paris - O renascer do amor" foi publicada por nós, este é o seu primeiro livro? Como se deu a ideia de publicá-lo? 

Não! Este não é o meu primeiro livro, romance sim . A verdade sempre tive receio, de não conseguir escrever um romance. Pois, é totalmente diferente do escrever poesias, contos, crônicas e outros textos. Para ser considerado romance o texto deve ter o mínimo 50 mil palavras, ou o equivalente a 200 páginas. Todavia, aceitei o desafio e acabei escrevendo mais de 280 mil palavras. No final tive que reescreve-la e diminuir para cerca de 90 mil palavras. A inspiração, o gatilho responsável por esta proeza, foi a saudade imensa de minha esposa Amelia, falecida em 2017. Musa inspiradora.

Qual o objetivo da sua obra, a sua importância para o universo literário ou para o assunto que aborda?

Não sei como os demais escritores,  responderiam esta pergunta, porquanto eu entendo que ao escrevermos não o fazemos dirigidos a um universo literário, ou como ele irá impactar a crítica dos leitores, mas sim! Escrevemos para alguém. Da mesma maneira que o ato da escrita não tem sentido sem o ato da leitura. Este romance tem uma sequência, são dois livros ou duas histórias, a realidade contando a ficção, onde acabam se entrelaçando, confundindo a realidade com a fantasia... destino, acaso? Ou somente almas gêmeas. Eu espero daqueles  que o lerem voltem a sonhar, acreditar no verdadeiro amor

 

Como é ser escritor hoje em dia?

Tão difícil como sempre foi! A literatura atual segue  regras, a onda, da tendencia mundial da tecnologia.  A maior diferença entre o leitor atual e o leitor de antigamente, está na rapidez das notícias, das mensagens, das redes sociais, enfim dos jovens leitores “hoje eles ficam” épocas anteriores namoravam. Isto se aplica em um todo geral, dos livros da Cassandra Rios vendidos em bancas de jornal, afronto a família na década de 50 aos atuais. Logo, a literatura atual está complicada, mas sempre haverá espaço aos que acreditam que a culpa é das estrelas. 

Como sua experiência de vida lhe influencia na escrita? Quais são suas inspirações?

Como mencionei, quem escreve o faz para alguém. Não importa qual o  gênero, desde um simples cartão de Natal a um romance, todos são dirigidos a alguém, quando acessado seu subconsciente. Sempre digo, o escritor de qualquer genêro  é um eterno sonhador. A minha história, aos 79 anos de idade é repleta de fatos, momentos, países, alegrias, dor, saudade e felicidade. Do simples piscar dos pirilampos ao  choro da madrugada se despedindo em lágrimas de orvalho. Isto me lembra quando me perguntaram como faço para ser escritor? Não faz, ser escritor é nascer, viver e morrer escritor-sonhador.

A família e os amigos lhe apoiaram nesta empreitada? Qual fator determinante do apoio ou não deles?

Sim! De suma importância, pois, o apoio doa familiares não só transmite a segurança no seu dia a dia, quando envolto no delírio do escrever, passa 10/12 horas sentado a frente de um computador escrevendo... Esquecendo, vivendo no seu mundo pueril de fantasias, caminhos repletos de curvas ou retas que nos leva ao final tão esperado... O simples falar, ouvir a voz meiga e gentil “está tudo bem? Descanse um pouco,” “ se sentar ao seu lado e silenciosamente ouvir o texto escrito” “ Está lindo.” E quando a noite cai, você cansado adormece nos braços da pessoa amada. 

Como você enxerga a questão da leitura e do consumo de livros hoje no Brasil?

O hábito da leitura no Brasil, segundo pesquisas é de 4,96 livros por habitante, porém menos da metade chegam ao se final. Mas, a realidade brasileira com referência a leitura, são as avaliações  do Pisa( Programa Internacional de Avaliação de alunos  entre jovens de 15 e 16 anos em 77 países. Em uma escala de 1 a 6, 50%  do resultado dos brasileiros foi 1, conclusão  os brasileiros são literais a frases curtas.  Logo, o mercado literário no Brasil é o retrato desta situação, afunilando as expectativas de novos escritores. Felizmente, cresceu o mercado de baixas tiragens.

Você pretende seguir publicando mais livros? E quais assuntos que gostaria de abordar futuramente?

O hábito de escrever, diria o vício, é um ato solitário, ermitão, bicho do mato.  O mundo do escritor é seu computador, a sala, o quarto e suas memorias, pensamentos e ou devaneios. Logo, vou continuar escrevendo. No decorrer de mais de 60 anos, venho rabiscando palavras, textos que a maioria se perdeu no tempo, viagens, mudanças, etc.

 Porém, consegui salvar muitas e hoje tenho um arquivo com pouco mais de 900 textos entre poesias, crônicas, contos, frases, sinopses de 9 romances, entre eles romances ligados a fatos históricos no Brasil, USA, Inglaterra e China. Não sei se chego lá...    

Como você espera que os leitores interpretem a sua obra?

É uma expectativa sutil, não posso acreditar que alguém escreva para não ser lido. Quando comecei a escrever o romance Paris o renascer do amor, trocava dúvidas com a minha irmã mais velha. Professora, jornalista, escritora, leitora inveterada mais de 5 mil livros lidos. Falávamos como os leitores interpretariam o meu romance? Ingênuo, bonitinho ou verdadeiro para aqueles que sonham com um verdadeiro amor? É difícil agradar a todos, o romance é atual inicia em 2012, dei fala a cada personagem informal, atual a sua idade. Espero apenas,   que seja Diário de suas paixões. 

Como foi a sua experiência em publicar na Editora Becalete?

Foi muito boa, ou melhor excelente. Inicialmente, é uma Editora altamente profissional, muito bem gerenciada, administrada pelo lindo e gentil casal Fabiana e Luciano. Posso, falar sobre a diferença entre o profissionalismo e aquelas que se vendem ao mercado editorial com magicas e promessas; pois, este não foi o meu primeiro livro editado. O que ocorre hoje no mercado, é o lamentável embuste que atinge a edição de baixa tiragem, isto se aplica a uma pequena parcela, aproveitando do sonho de muitos em ter o seu nome, na capa de um livro. Logo, recomendo, valeu trabalhar com a Editora Becalete.

Deixe aqui um convite de leitura ao seu leitor, falando um pouco de você e sua obra se preferir.

Todos os livros querem ser coadjuvantes da vida de alguém, “O livro em minha estante não me conhece até que eu o abra, e no entanto tenho certeza de que ele se dirige a mim e a cada leitor.” Com efeito, um bom romance conduz o leitor a identificar-se com os personagens, viver a história como se fosse a sua própria, chorar, rir, apaixonar-se e sonhar com a pessoa amada. Logo, não o deixem na prateleira, de cima da mesa, do sofá, pois em qualquer lugar que o livro esteja ele está pedindo: “Leia-me! O meu nome é Paris, o renascer do amor,  eu prometo que você faz parte da história.”