Rosane Vilaronga
(Salvador/BA)

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Sua obra "Poetenas de Quaresia" foi publicada por nós, este é o seu primeiro livro? Como se deu a ideia de publicá-lo? 

“Poetenas de Quaresia” é meu primeiro livro solo de poesias. Antes dele, participei de diversas coletâneas e antologias, nacionais e internacionais. Além disso, publiquei o “Guia Prático da Desconquista” pela Amazon, uma proposta divertida de autoconhecimento para quem já se aventura ou pretende se aventurar no mundo da conquista amorosa.

Qual o objetivo da sua obra, a sua importância para o universo literário ou para o assunto que aborda?

Acredito que “Poetenas de Quaresia” tem sua importância no universo literário por se tratar de uma obra escrita num momento ímpar em nosso século, assunto mais presente no capítulo “Pandêmicos e Temposóficos”. Os poemas apresentados neste livro propõem reflexões sobre sentires, pensares e agires humanos e sobre as mudanças causadas pela pandemia em nosso cotidiano, abordando os temas de forma leve e proporcionando o contato com a poesia, principais objetivos do livro.

Como é ser escritor hoje em dia?

Embora já tenha publicado antes, cada livro traz consigo uma experiência nova. Desde o surgimento da ideia, passando pela produção textual e pelo processo editorial, o escritor vive momentos únicos, ainda que semelhantes a outros. Viver cada etapa me proporcionou prazeres literários, contudo, o momento mais significativo é o retorno dado por cada leitor sobre suas impressões. Esse é particularmente mais marcante.

Como sua experiência de vida lhe influencia na escrita? Quais são suas inspirações?

As experiências vividas por cada artista, associadas às particularidades inerentes a cada um, influenciam e se mostram em cada obra. O que me inspira está intrinsecamente ligado ao que me move, ao que me paralisa, ao que me diferencia e ao que me iguala aos meus semelhantes. Em outras palavras, tudo que é significativo, ainda que não compreendido, me inspira. A chuva que cai de repente, um segundo que parece infinito, uma conversa despretensiosa entre desconhecidos, uma surpresa - boa ou ruim -, a lembrança de um sorriso, as inquietações de uma noite de insônia, um conflito não resolvido, o silêncio e tudo que é dito dentro de um abraço pode ser inspiração.

A família e os amigos lhe apoiaram nesta empreitada? Qual fator determinante do apoio ou não deles?

Quando decidi compartilhar os meus escritos, tinha como objetivo tornar mais leves os dias em quarentena, para mim que tentava entender e ressignificar as circunstâncias pandêmicas e para as pessoas que tivessem contato com minhas poesias. Durante o período de 100 dias das primeiras Poetenas publicadas no Facebook, muitas pessoas me incentivaram a transformar a série “Facebookeana” num livro. Como vinha amadurecendo essa ideia há alguns anos, a partir do incentivo de meus leitores, familiares, amigos e conhecidos da internet, selecionei as melhores poesias de 2020, acrescentei trinta inéditas e eis a obra pronta.

Como você enxerga a questão da leitura e do consumo de livros hoje no Brasil?

Em nosso país, a desvalorização da cultura se constitui fator determinante para a falta de acesso da maioria da população à arte de modo geral. Para que uma nação forme leitores, é essencial que a leitura chegue a todos, nas diferentes fases da vida. Para isso, o acesso a bons livros é fundamental e esse acesso deve ser promovido de forma constante, através da ampliação do número de bibliotecas físicas e virtuais, da oferta de programas de alfabetização e incentivo à leitura nas escolas públicas, da democratização da aquisição de obras literárias, do incentivo aos autores, entre outras ações vitais ao crescimento e desenvolvimento do nosso povo, individualmente e como nação.

Você pretende seguir publicando mais livros? E quais assuntos que gostaria de abordar futuramente?

Escrever é um dos motivos de minha existência. É como entendo e explico o mundo, o meu próprio mundo e este em que estou inserida. Costumo dizer que é o que mantém a minha sanidade. Então, pretendo escrever enquanto respirar e publicarei tais escritos. Tenho mais dois livros de poesia encaminhados e estou trabalhando em um livro sobre a maternidade que será publicado no próximo ano. Enquanto isso, vou participando de coletâneas e antologias e compartilhando, no meu canal no YouTube, as histórias infantis que crio e que são transformadas em animação.

Como você espera que os leitores interpretem a sua obra?

Nenhuma obra de arte pode ser interpretada de uma única forma. A interpretação, ou o significado que se dá, está intimamente ligado às histórias de vida, às especificidades individuais e ao momento de cada leitor. Mesmo o autor não vê sua obra da mesma forma todos os dias. Então, espero que as Poetenas façam parte da vida de cada leitor, de maneira positiva, independente da interpretação que se dê e que sua realidade lhe permita.

Como foi a sua experiência em publicar na Editora Becalete?

Publicar com a Editora Becalete foi uma experiência positiva desde o primeiro contato. A agilidade e qualidade do serviço, a clareza na comunicação e a acessibilidade aos profissionais envolvidos tornou o processo leve e prazeroso.

Deixe aqui um convite de leitura ao seu leitor, falando um pouco de você e sua obra se preferir.

Os poemas que compõem a obra literária “Poetenas de Quaresia” refletem a minha própria essência através da expressão de sentimentos e ideias de alguém que realmente viveu e ressignificou sua quarentena. Com cada verso que escrevi e distribuí entre os cinco capítulos, independentes e sugestivamente intitulados, proponho aos meus leitores uma reconceituação com a leitura de PALAVRAS, uma vivência intensa em contato com PANDÊMICOS E TEMPOSÓFICOS, ponderações significativas a partir de PENSARES E SENTIRES, uma convivência consciente com PESSOAS E PALPITES e um reflorescimento poético em PRIMAVERAS.

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