Luiz Carlos da Silva Souza
(Pedro Osório/RS)

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Sua obra "Amor e cplera" foi publicada por nós, este é seu primeiro livro? Como se deu a ideia de publicá-lo?

Sim, é o meu primeiro livro. Nasceu do desejo de homenagear meus ancestrais, bem como os verdadeiros homens do campo, os denominados “Tauras Pampianos” reconhecidos por sua coragem, respeito a natureza e conhecimento  das planícies verdejantes do pampa gaúcho. 

Qual o objetivo da sua obra, a sua importância para o universo literário ou para o assunto que aborda?

O meu conto tem como objetivo mostrar a vida campesina, o trabalho diário do homem do campo nas planícies do extremo Sul do País. Como se trata de uma obra de ficção, gênero suspense, conta a historia de um cão “Fila Brasileiro” e sua família humana, moradores de uma fazenda, vítimas da violência urbana. A natureza, representada pelo cão, irá buscar a reparação... a seu modo.

Como é ser um escritor hoje em dia?

Tive, antes, a alegria (ousadia?) de escrever peças de teatro e coragem de interpretá-las, bem como letras de músicas para festivais. Este é meu primeiro conto a ser publicado. Cada trabalho, em termos emocionais é como o nascimento do primeiro filho, guardado as devidas proporções

Como suas experiências de vidas lhe influenciou na escrita? Quais são suas inspirações?

Quanto a experiência de vida, quero dizer que, em minha juventude e no período de minha faculdade de Direito procurei ajudar meu pai em sua fazenda, daí, certo conhecimento da lida campeira.

No que se refere as inspirações para escrever este livro, em complemento dos ensinamentos de meu pai, foram a observação do trabalho diário do homem campesino. Seu amor a terra e aos animais. Sua lealdade aos amigos. Sua sensibilidade e inteligência ao interpretar o que a natureza ensina.

A família e os amigos lhe apoiou nesta empreitada? Qual fator determinante do apoio ou não deles?

Sem o apoio de minha família seria extremamente difícil escrever este livro. De minha mulher Claudia, suas críticas construtivas e sugestões. De meus filhos, Camila, Daniel e Virgílio, ensinamentos complementares. De Camila, possuidora de um canil, as características de um cão “Fila Brasileiro” (o cão da capa “Chandi”, inúmeras vezes premiado, lhe pertence). De meus outros filhos Daniel e Virgilio, proprietários de uma fazenda, as lembranças da liturgia campeira.     

Como você enxerga a questão da leitura e do consumo de livros hoje no Brasil?

Na atualidade vivemos uma grande crise cultural. Basta, por exemplo, repararmos no universo musical e certos programas de televisão. Devido a sua mediocridade salvo algumas exceções, chegam a ofender o bom senso. Como se uma bomba estourasse em seu cérebro, esmigalhando, sensibilidade e inteligência. O que resulta de tudo isto? Livrarias lutando para sobreviver devido ao baixo consumo de livros. É a prevalência, ainda existente, do material sobre o imaterial. Todavia, ainda, acredito em um futuro melhor para este desinteresse de grande parte das pessoas pela leitura, quando, ao visitar uma Feira de Livros, observo o sorriso do livreiro pelas vendas efetuadas e a alegria do leitor por encontrar a obra desejada.

Você pretende seguir publicando mais livros? E quais assuntos que gostaria de abordar futuramente?

Pretendo publicar um livro de poesias pela mesma Editora.

Como você espera que os leitores interpretem a obra?

Como um singelo aviso, desde longa data conhecido: de que a violência gera violência. Que os animais também possuem inteligência e sentimentos e por isso devem ser respeitados. Que o amor e a fidelidade sejam um dos principais princípios a serem seguidos.

Como foi as suas experiências em publicar na Editora Becalete?

Foi extremamente gratificante. Encontrei pessoas honestas e competentes. A entrega de material de primeira qualidade, respeito ao cliente foram uma de suas grandes virtudes. Acredito que o maior receio de um escritor, principalmente no meu caso, residente em outro Estado (RS), distante de uma editora, é como se comportaria a empresa escolhida. A Editora Becalete correspondeu as minhas mais otimistas expectativas, e a prova mais contundente foi a amizade, entre nós, estabelecida.

Deixe aqui um convite de leitura ao seu leitor, falando um pouco de vocês e da obra se preferir.

Sou advogado, morador de Pedro Osório, uma pequena cidade do extremo Sul deste País.  Desde cedo, embora meu pai fosse fazendeiro e o ajudasse na lida campeira, apaixonei-me por um mundo diverso: o das letras. Fui autor e interpretei algumas peças de teatro. Escrevi também poesias. Este é o meu primeiro conto.

Quanto ao meu livro “Amor e Cólera”, embora seja uma obra de ficção, mostra a vida do gaúcho da fronteira, seu trabalho diário, seu amor aos animais e respeito à natureza. Procura também denunciar a violência que, atualmente, migra da vida urbana e invade a zona rural, aterrorizando o homem do campo, ainda despreparado para enfrentá-la.

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