Larissa Telles

(Euclides da Cunha/BA)

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Sua obra "A vida é um café amargo - Deliciosamente amargo" foi publicada por nós, este é o seu primeiro livro? Como se deu a ideia de publicá-lo? 

Sim, é meu primeiro livro. A ideia era um sonho antigo que nunca ia para frente, até que a pandemia chegou e eu precisava escrever para não enlouquecer com tudo que estava acontecendo.  O livro foi tomando forma e o que era um sonho, hoje é real.

Qual o objetivo da sua obra, a sua importância para o universo literário ou para o assunto que aborda?

O objetivo da minha obra é despertar no leitor um sentimento de reconhecimento, passeando pelos sabores e dissabores da vida, a intenção disso é levar o leitor a olhar para dentro de si, para as próprias cicatrizes e angústias, a fim de ressignificar cada parte do caminho.

 

Como é ser escritor hoje em dia?

A experiência está sendo encantadora. Saber que você toca alguém, o emociona ou o ajuda de alguma forma é magnífico. Nunca pensei que minha própria terapia seria terapêutica para algumas pessoas também. É uma linda jornada.

Como sua experiência de vida lhe influencia na escrita? Quais são suas inspirações?

Eu leio o mundo. Para mim, cada pessoa é um misterioso Universo, gosto de observar, gosto de literatura e amo filosofia, me alimento disso no meu dia a dia, posso dizer que essas sejam minhas grandes inspirações: o mundo e as pessoas.

A família e os amigos lhe apoiaram nesta empreitada? Qual fator determinante do apoio ou não deles?

Tive apoio e incentivo de minha família e muitos amigos, e acredito que isso foi essencial para continuar. Um escritor "amador" tem muitos medos, se critica constantemente e quando consegue apoio de pessoas próximas, ele se sente confortável e tudo vai fluindo melhor. Meu grande diferencial nos últimos dois anos foi Paulo, um amigo que a vida me deu, sabe quando você encontra aquela pessoa que abre portas que você não conseguia sozinha? Ele o fez. Nós sempre conversávamos sobre os textos e as inspirações que temos, isso me deu bons gatilhos para escrever mais.

Como você enxerga a questão da leitura e do consumo de livros hoje no Brasil?

Ainda acho que muitos brasileiros reservam pouco tempo ou nenhum, para se alimentar de conhecimento útil, de literatura agradável, de algo que realmente dialogue com o intelectual.  Acredito que a leitura e os livros ainda são pouquíssimos valorizados e consumidos no Brasil, é triste, pois foi do nosso país que vieram vozes tão importantes para a literatura.

Você pretende seguir publicando mais livros? E quais assuntos que gostaria de abordar futuramente?

Pretendo continuar sim, é algo que me faz muito bem. Meu próximo livro falará sobre o amor, a forma que o imaginamos e como ele realmente é. Depois de publicado, pretendo iniciar um romance com enfoque nas questões das angústias existencialistas e da solidão incompreendida, é algo que nunca tentei e muitas vezes achei impossível de conseguir, então quero me divertir nessa tentativa.

Como você espera que os leitores interpretem a sua obra?

Como uma terapia, um autoconhecimento. Quero que meus leitores consigam viajar para dentro de si através dos meus versos.

Como foi a sua experiência em publicar na Editora Becalete?

Foi uma ótima experiência, tanto que sempre indico eles para quem quer publicar livros, pois eles são pacientes, prestativos e extremamente competentes.

Deixe aqui um convite de leitura ao seu leitor, falando um pouco de você e sua obra se preferir.

Oi, me chamo Larissa Telles, nasci em Euclides da Cunha, tenho 22 anos e amo escrever, é minha terapia. Minha primeira obra se chama "A vida é um café amargo - Deliciosamente amargo-" que é uma coletânea de textos e poesias que falam sobre solidão, angústias, paixões e amores, o livro propõe que o leitor deguste dos sabores e dissabores da vida para que assim consiga enxergar o lado bom de cada momento. É uma viagem para dentro de si, uma busca incessante pela luz que existe em cada um de nós, através da arte, da escrita e do poder que tem as palavras, desde que dê vida a elas.

Vem se redescobrir através dos meus versos e tornar o amargo do seu café, deliciosamente amargo.