Eliton Meneses (Fortaleza/CE)

Entrevista em 09/05/2020

- Sua obra Primavera foi publicada por nós, este é o seu primeiro livro? Como se deu a ideia de publicá-lo?

 

Não. É meu segundo livro individual. O primeiro, publicado também pela Editora Becalete em 2017, chama-se Lira dos Verdes Anos. Antes desses, publiquei, em coautoria com Benedito Gomes Rodrigues, Veredas Sinuosas, em 2013, pela Sobral Gráfica.

Quanto à ideia de publicá-lo, há alguns anos pensei em escrever cem sonetos publicáveis e, em meio aos sonetos, foram surgindo outros versos em outros formatos e quando cheguei ao soneto cinquenta já tinha outros cinquenta versos diversos e resolvi publicar Lira dos Verdes Anos, no final de 2017. Agora, com cinquenta novos versos diversos e mais cinquenta sonetos, nasceu Primavera, o segundo livro de poesia que é uma espécie de segundo volume do Lira dos Verdes Anos e que forma com ele uma unidade.

     

- Qual o objetivo de sua obra e sua importância para o universo literário ou para o assunto que aborda?

 

A obra se propõe manter a chama acesa da poesia. Trata, em verso, dos temas que mais  despertam a atenção do autor, especialmente do ser e do tempo, do indivíduo que percorre o labirinto da existência, com seus desejos e suas angústias, sem perder de vista o farol da justiça, da beleza e da verdade.

 

- Como é ser escritor hoje em dia?

 

Ser escritor hoje em dia é sobrenadar a mediocridade do nosso tempo, procurando compreendê-lo para contribuir na árdua tarefa de arrancar algum roçado da cinza, como diria João Cabral de Melo Neto.  

     

- Como sua experiência de vida lhe influencia na escrita? Quais são suas inspirações?

     

Minha escrita traduz minha vida, minhas experiências, minhas leituras, meu ser, enfim. Frida Khalo, ao ser indagada por que pintava tanto seu autorretrato, respondeu que era porque a pessoa que ela mais conhecia era ela mesma. Minha escrita, do mesmo modo, me traduz. Traduz o meu eu com tudo aquilo e todos aqueles que interferem na minha própria formação.

Algumas das minhas inspirações são Dante, Cervantes, Dostoiévski, Rimbaud, Jorge Luis Borges, Ernesto Sabato, Drummond e Belchior.

- A família e os amigos lhe apoiam nesta empreitada? Qual fator determinante do apoio ou não deles?

 

A família e os amigos prestam um apoio fundamental, sem o qual a obra não existiria. A família e os amigos, além de primeiros leitores da obra, são aqueles que a incentivaram e lhe serviram de inspiração.

 

- Como você enxerga a questão da leitura e do consumo de livros hoje no Brasil?

 

Com o advento do mundo virtual, a leitura e o consumo de livros no Brasil, notadamente do livro tradicional, encontram-se numa severa crise, continuando como reduto de uma minoria, convertida numa resistência cultural, com alguns sinais de alento e esperança, como é o caso da Editora Becalete e tantas outras assemelhadas Brasil afora, que permitem que autores independentes publiquem seus livros.   

 

- Você pretende seguir publicando mais livros? E quais assuntos que gostaria de abordar futuramente?

     

Sim. Gostaria de publicar num futuro próximo um livro de contos baseados em fatos reais ocorridos na minha terra natal, Coreaú/CE. 

 

- Como você espera que os leitores interpretem sua obra?

 

Espero que a interpretem como uma tentativa lírica de tradução de alguns enigmas da vida.

 

- Como foi a sua experiência em publicar com Editora Becalete?

 

Foi a melhor possível. Luciano e sua equipe são fantásticos, atenciosos, profissionais e muito sensíveis. O trabalho editorial salta aos olhos, agrega valor à obra e, enfim, é uma obra à parte.   

     

- Deixe aqui um convite de leitura ao seu leitor, falando um pouco de você e sua obra se preferir.

 

Leiam Primavera, se possível também Lira dos Verdes Anos; afinal, como já falei, Primavera é uma espécie de segundo volume do Lira dos Verdes Anos e forma com ele uma unidade. Contêm, no total, duzentas poesias – cem versos diversos e cem sonetos, cinquenta versos diversos e cinquenta sonetos em cada um – que tratam dos amores, das dores, das reflexões, das impressões da vida e da arte… de uma pessoa igual a qualquer outra.

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